quinta-feira, 7 de julho de 2011

Cadeado Adicto.
(Ricardo Duque)


É muito triste ver nascer, um desejo indesejável.
É como se não fosse você ali no seu corpo,
É como se você não tivesse domínio sobre você.
Você não responde mais a você mesmo!
(Falar disso alivia o corpo)
Essa tensão infernal que absorve o organismo como um todo,
Marca de uma vez por todas a alma aqui não vista.
Como se dão meus pares aqui em mim?
A alma presa sofre a escravidão mortal
De todos os conceitos vivos impregnados no corpo.
Ah, espelho cruel que me avisa quem represento...
E que não tenho coragem alguma de me fazer presente as horas inteiras,
Porque mora a mentira escarrada ali diante de mim.
A liberdade esta além do olhar, principalmente do vil,
Que a mim é cego por natureza materna,
Enquanto mastigo o pai que grita dentro de mim.
Quais são as leis que me escravizam?
-Todas elas! - Responde ele.

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