terça-feira, 12 de julho de 2011

Goma

(Ricardo Duque)

Sua goma esquecida embaixo da mesa,
Passou de massa, para cefálica
Fecundou no plasma, oco do coração
E com vida foi-se embora,
Rasgando de si, a emoção.

Cansou de ser a atrasada notícia.
Aquela que de última, é fria e sem ação...
Que seu de tempo, a razão
Congela o ar de agora.

Cansou de ser o escuro em tua memória
Que na velocidade da luz,
Desfez-se na falácia de tua lembrança
Onde matas aos poucos os sonhos,
E ludibria o sentido das horas...

Que de tanta espera ressecou, endureceu...


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