quinta-feira, 7 de julho de 2011

Nega fujona,
(Ricardo Duque)

Cadê tu minha Nega?
Além dos pedaços que projetei em minha vida...
No seio bom e mau que me acompanha,
Na música que a gente gosta, e na minha poesia.
Que no disfarce e tua!
Tua imagem, teu jeito, teu rosto.
E no meu gosto a quem amo na vida.
Ah minha Nega!
De cabelo liso e pouco,
Pele cor de jambo, canto de curió.
Quanta saudade há em mim
Dos tempos de tua senzala.
Do teu engomado no lençol com vinco,
Que a mim cobria na cama,
Minha mais bela mucama,
Com o seu cuidado de todo dia!
E assim eu te amo minha Nega,
E não a posso te compreender alva à cabeça.
Porque partistes ainda moça,
Com vergonha de envelhecer, sinto eu,
Perto de meu olhar,
Que está preso na minha cabeça!
26/11/10

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