Gari...
Meu corpo exauri fadiga e odor.
Robótico, ao capitalismo do meu tálamo,
Perpassa passos na macrocefalia urbana.
Marginal de uma Polis acéfala.
Eu, marginal à vós obstinado à ordens,
E sem progresso, não se sabe quem manda!
Cabendo a mim teus podres restos.
Carnificina deste ofício; maratona...
Que de vós, nem honra, nem mérito!
Apenas coleto, o ônus de vossos restos.
E deste resto que vos sobra sem valores,
Vivo eu cá, miseravelmente como minha gana.
Infalibilidade do meu tempo escravo a vós
Sendo eu livre, transeunte de vossas calçadas,
Coletando restos de minha negra alforria.
Teu preconceito ensacado diante das sacadas,
Endereçado à mim, sem endereço.
Que vivo as margens do oposto do teu lago, a lama!
15.05.08(Ricardo Duque)
Meu corpo exauri fadiga e odor.
Robótico, ao capitalismo do meu tálamo,
Perpassa passos na macrocefalia urbana.
Marginal de uma Polis acéfala.
Eu, marginal à vós obstinado à ordens,
E sem progresso, não se sabe quem manda!
Cabendo a mim teus podres restos.
Carnificina deste ofício; maratona...
Que de vós, nem honra, nem mérito!
Apenas coleto, o ônus de vossos restos.
E deste resto que vos sobra sem valores,
Vivo eu cá, miseravelmente como minha gana.
Infalibilidade do meu tempo escravo a vós
Sendo eu livre, transeunte de vossas calçadas,
Coletando restos de minha negra alforria.
Teu preconceito ensacado diante das sacadas,
Endereçado à mim, sem endereço.
Que vivo as margens do oposto do teu lago, a lama!
15.05.08(Ricardo Duque)
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