Efêmera
(Ricardo Duque)
A gente só existe enquanto fala,
Por isso morremos todos os dias...
Quando escrevemos ou falamos palavras
Que aprendemos a cantar desde a antiga infância.
Enquanto falamos, deixarmos o verbo para traz...
Assim, me derramo enquanto escrevo,
Para morrer aos poucos depois de sublimar, secar.
Por isso agora escrevo,
Para existir além da poesia que faço.
Inventando a minha forma de viver.
23/07/11

Efêmero, existir na palavra escrita, no verbo, que reverbera em cada leitor, em cada vida
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